Chama-se "Momo" (Michael Ende) e basicamente conta
a história de uma menina que tem o dom de salvar as pessoas
(nas sociedades modernas) do tempo q lhes poderia ser roubado,
quando estas se esquecem de como o saber usar.
É assim que eu me tenho sentido ultimamente, a juntar
numa "poupança", o máximo de tempo possível para mais tarde
– sabe-se lá quando e como – o poder usar. E de repente sinto-me
um autómato, inconsciente e sem ideias, que obedece a vontades
alheias, sem capacidade de reflexão...por falta de tempo!!!!
Este conceito de tempo fascina-me e transporta-me para outros novos
universos onde o imagináriose confunde com a realidade,
na recordação de uma infância, onde eu em tempos (noutros cenários
ou noutras realidades paralelas) partia para deixar de ser eu mesma.
A capacidade de deixar um mundo, num pequeno gesto, num piscar
de olhos, como se fosse um dom?
Um tempo que nos transporta para outros mundos,
perdidos no subconsciente. O meu outro eu.
A ideia de que tudo pode acontecer quando se deseja muito uma coisa
e se tem o poder do querer, e se é, naquele segundo, diferente do resto
do mundo.
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